Soledade


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Produção: Paulo Thiago

Fotografia: Fernando Duarte

Roteiro: Ivan Cavalcanti Proença, Paulo Thiago

Empresa(s) produtora(s): Vitória Produções

Câmera: Fernando Duarte

Figurino: Regis Monteiro

Maquiagem: Catharina Helena Teixeira

Direção de produção: Carlos Alberto Diniz

Produção Executiva: Claudia Menezes

Assistente de Produção: Cláudio Savaget, Norival de Barros, Tininho Nogueira da Fonseca

Assistente de edição: Marcos Antonio Cury

Eletricista: Jorge Rodrigues da Silva, José Dias, José Pinheiro de Carvalho

Música: Guerra Peixe

Estúdio de Mixagem: Somil, Tecnisom

Assistente de montagem: Severino Dada

Técnico de Som: José Tavares

Co-produção: EMBRAFILME, Paulo Thiago Produções Cinematográficas

Foto Still : Tizuca Yamazaki

Músicos: Gustavo Dahl, Quinteto Villa-Lobos

Arranjo: Guerra Peixe

Efeitos Especiais: Eutimio de Carvalho

Estado da Paraíba, 1983. O Canavial de um engenho arde, num gigantesco incêndio, ateado por mães criminosas, uma forma de protesto típica do nordeste brasileiro. Queimar um canavial é mais que matar o senhor de engenho. É destruir seu poder. Lúcio(Ney Sant´Anna) é um usineiro da época que recebeu o engenho das mãos do pai, coronel Dagoberto (Jofre Soares) e o industrializou. Agora ele trata de proteger seus domínios, auxiliado por seus cabras fiéis (Mestre Valentim/Emanuel Cavalcanti e João Troçulho/Roberto Bonfim) enquanto recebe sua mulher chegada de Recife (Maria da Graça/Rosa Maria Penna). Nessa hora, começa a recordar os 20 anos de apogeu e transformação do engenho Marzagão. E uma figura se impõe em toda história, como principal personagem: Soledade. 1930 – Uma família de retirantes o sertão pede pousada no Marzagão. Valentim, sua filha Soledade (Rejane Medeiros) e o filho de criação Pirunga (Nelson Xavier). Viúvo, o coronel Dagoberto os aceita, impressionado pela moça, que lhe recorda a esposa morta. Soledade passa a viver na Fazenda, trazendo a Lúcio o fogo da primeira paixão, entre a cobiça de todos no engenho. E por causa de Soledade tudo começa a mudar. Lúcio toma coragem e passa a enfrentar o pai. Numa festa João Troçulho duela com Pirunga. Valentim, tentando proteger a moça, narra as leis do sertão, onde quem desonra donzelas merece a morte, numa ameaça a quem quisesse seduzir Soledade. Aqui o filme mostra o cotidiano do engenho, magnetizado pela sensualidade de Soledade e abalado pelas lutas políticas que emocionam o País. Um tio que chega da capital (Carlos Kroeber) traz o retrato convulsionado do Brasil na época:a Aliança Liberal contra o governo de Washington Luiz, o ideal democrático contra o conservadorismo, a revolta da cidade de Princesa contra o governador da Paraíba, João Pessoa. Dagoberto e Lúcio distanciam-se cada vez mais: Lúcio não aceita as idéias ultrapassadas do pai e advinha suas intenções com Soledade. Enquanto Pirunga é testemunha muda dos acontecimentos. Tempos mais tarde Lúcio está estudando na capital, João Pessoa é assassinado, o povo revolta-se nas ruas, Valentim é preso pelos jagunços de Dagoberto depois de terrível tiroteio. Lúcio volta com duas intenções: voltar ao amor de Soledade e trazer a revolução para os canaviais. Seu primeiro ato de rebeldia é defender Valentim nos tribunais, contra o próprio pai, provocando a desagregação total do mundo fechado do Marzagão. Soledade provoca a todos, que por ela matam, odeiam e morrem. Amor, política, violência levam a aristocracia ao caos. Soledade desaparece nos sertões com Pirunga. Voltamos a 1938. O engenho agora já se transformou numa usina moderna. Lúcio recebe o delegado de polícia trazendo um prisioneiro (Sálvio Rolim), responsável pelo incêndio do começo do filme. Este faz revelações que completam todo o quadro da epopéia de uma época e de uma sociedade, seus ódios e suas paixões. Uma preparação para o final. Arrasador.

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22 min
1976
Brasil

Diretor: Paulo Thiago

Elenco: Jofre Soares, Nelson Xavier, Ney Santanna, Rejane Medeiros

Sinopse: Estado da Paraíba, 1983. O Canavial de um engenho arde, num gigantesco incêndio, ateado por mães criminosas, uma forma de protesto típica do nordeste brasileiro. Queimar um canavial é mais que matar o senhor de engenho. É destruir seu poder. Lúcio(Ney Sant´Anna) é um usineiro da época que recebeu o engenho das mãos do pai, coronel Dagoberto (Jofre Soares) e o industrializou. Agora ele trata de proteger seus domínios, auxiliado por seus cabras fiéis (Mestre Valentim/Emanuel Cavalcanti e João Troçulho/Roberto Bonfim) enquanto recebe sua mulher chegada de Recife (Maria da Graça/Rosa Maria Penna). Nessa hora, começa a recordar os 20 anos de apogeu e transformação do engenho Marzagão. E uma figura se impõe em toda história, como principal personagem: Soledade. 1930 – Uma família de retirantes o sertão pede pousada no Marzagão. Valentim, sua filha Soledade (Rejane Medeiros) e o filho de criação Pirunga (Nelson Xavier). Viúvo, o coronel Dagoberto os aceita, impressionado pela moça, que lhe recorda a esposa morta. Soledade passa a viver na Fazenda, trazendo a Lúcio o fogo da primeira paixão, entre a cobiça de todos no engenho. E por causa de Soledade tudo começa a mudar. Lúcio toma coragem e passa a enfrentar o pai. Numa festa João Troçulho duela com Pirunga. Valentim, tentando proteger a moça, narra as leis do sertão, onde quem desonra donzelas merece a morte, numa ameaça a quem quisesse seduzir Soledade. Aqui o filme mostra o cotidiano do engenho, magnetizado pela sensualidade de Soledade e abalado pelas lutas políticas que emocionam o País. Um tio que chega da capital (Carlos Kroeber) traz o retrato convulsionado do Brasil na época:a Aliança Liberal contra o governo de Washington Luiz, o ideal democrático contra o conservadorismo, a revolta da cidade de Princesa contra o governador da Paraíba, João Pessoa. Dagoberto e Lúcio distanciam-se cada vez mais: Lúcio não aceita as idéias ultrapassadas do pai e advinha suas intenções com Soledade. Enquanto Pirunga é testemunha muda dos acontecimentos. Tempos mais tarde Lúcio está estudando na capital, João Pessoa é assassinado, o povo revolta-se nas ruas, Valentim é preso pelos jagunços de Dagoberto depois de terrível tiroteio. Lúcio volta com duas intenções: voltar ao amor de Soledade e trazer a revolução para os canaviais. Seu primeiro ato de rebeldia é defender Valentim nos tribunais, contra o próprio pai, provocando a desagregação total do mundo fechado do Marzagão. Soledade provoca a todos, que por ela matam, odeiam e morrem. Amor, política, violência levam a aristocracia ao caos. Soledade desaparece nos sertões com Pirunga. Voltamos a 1938. O engenho agora já se transformou numa usina moderna. Lúcio recebe o delegado de polícia trazendo um prisioneiro (Sálvio Rolim), responsável pelo incêndio do começo do filme. Este faz revelações que completam todo o quadro da epopéia de uma época e de uma sociedade, seus ódios e suas paixões. Uma preparação para o final. Arrasador.

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