Encontros e Desencontros


Disponível nos planos:

Empresa(s) produtora(s): Cinematográfica Superfilmes LTDA

Este programa será dedicado ao tema da gestação étnica de um povo novo - o povo brasileiro -, configurando-se num processo de mestiçagem permanente, desde o momento em que o primeiro europeu passou por aqui. De saída, a mistura luso-ameríndia. Os náufragos e degredados gerando filhos mestiços nas redes ou "inis" das cunhãs tupinambás. Nascem assim os mamelucos ou brasilíndios, espraiando-se por todo o litoral brasílico, para militar nas "bandeiras" ou formar núcleos habitacionais na orla marítima do Rio de Janeiro ou do Maranhão. Em seguida, os cruzamentos entre portugueses e negros e entre negros e índios. São os mulatos e cafuzos que vão se multiplicando pelo território conquistado ou em vias de conquista. Tais mestiços já não eram brancos, nem índios, nem negros. "O brasilíndio como o afro-brasileiro existiam numa terra de ninguém, etnicamente falando, e é a partir dessa carência essencial, para livrar-se da ninguendade de não-índios, não-europeus e não-negros, que eles se vêem forçados a criar sua própria identidade étnica: a brasileira", sustenta a tese central de Darcy Ribeiro. Do plano físico ao espiritual, define-se aí de fato, e desde os primeiros tempos coloniais, a personalidade do Brasil como sociedade mestiça e sincrética dos trópicos, distinta das matrizes que lhe deram origem.

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Etapa/Nível de Ensino: Ensino Médio

Área de Ensino: Ciências Humanas

Componente Curricular/Disciplina: Sociologia


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30 min
2001
Brasil
SP
LIVRE

Séries: O Povo Brasileiro | 10 Episódios de 30 Minutos

Diretor: Isa Grinspum Ferraz

Elenco: Chico Buarque, Darcy Ribeiro, Gilberto Gil, narração de Matheus Nachtergaele, Tom Zé

Sinopse: Este programa será dedicado ao tema da gestação étnica de um povo novo - o povo brasileiro -, configurando-se num processo de mestiçagem permanente, desde o momento em que o primeiro europeu passou por aqui. De saída, a mistura luso-ameríndia. Os náufragos e degredados gerando filhos mestiços nas redes ou "inis" das cunhãs tupinambás. Nascem assim os mamelucos ou brasilíndios, espraiando-se por todo o litoral brasílico, para militar nas "bandeiras" ou formar núcleos habitacionais na orla marítima do Rio de Janeiro ou do Maranhão. Em seguida, os cruzamentos entre portugueses e negros e entre negros e índios. São os mulatos e cafuzos que vão se multiplicando pelo território conquistado ou em vias de conquista. Tais mestiços já não eram brancos, nem índios, nem negros. "O brasilíndio como o afro-brasileiro existiam numa terra de ninguém, etnicamente falando, e é a partir dessa carência essencial, para livrar-se da ninguendade de não-índios, não-europeus e não-negros, que eles se vêem forçados a criar sua própria identidade étnica: a brasileira", sustenta a tese central de Darcy Ribeiro. Do plano físico ao espiritual, define-se aí de fato, e desde os primeiros tempos coloniais, a personalidade do Brasil como sociedade mestiça e sincrética dos trópicos, distinta das matrizes que lhe deram origem.

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